Medo do não
10 10UTC agosto 10UTC 2008

Oi, galera!!!! Como está o domingo de vocês? Só agora o meu tá começando a melhorar.
Meu amigo Paulo Vitorasso mandou-me este texto e estou aqui para compartilhá-lo com vocês.
Certa vez, em uma revista de videogame, um redator disse que, pelo menos em teoria, não era difícil fazer um jogo de luta: juntando uns personagens loucos, seqüências de golpes e cenários de acordo, você já tinha alguma coisa.
Adaptando esse pensamento para a arte escrita, também é fácil escrever uma história: pelo menos dois personagens, uma ambientação e "algo para os personagens fazerem" e boa parte do caminho já está percorrido. O que as pessoas não entendem é: tá legal, seguindo essa fórmula, é fácil escrever, mas escrever algo que faça sentido, seja envolvente e principalmente, que não tenha erros, isso é outra história. Literalmente!
Quem optar por ganhar dinheiro com a escrita deve seguir essa fórmula pré-estabelecida e ainda acrescentar o fator pesquisa, pois nada pior do que ler algo que você identifica erros. Mas entre o livro pronto (vamos nos apegar a esse formato) e a gráfica/editora e conseqüentemente a grana, existe uma peça fundamental, só que essa peça é adorada por muitos e odiada por tantos outros: o editor!
O editor (ou editora, se de repente for uma mulher) é a pessoa que vai ler toda a sua obra e provavelmente a devolverá com marcações do tipo: "tirar isso", "mudar isso para …", "reduzir essa parte"… mas nem sempre o editor sabe escrever (escrever, nesse caso, nada tem a ver com analfabetismo, e sim com falta de talento), e como ter sua obra julgada por um cara que nem sempre sabe escrever? Será por isso que ele virou editor, e não escritor?
Mas se o editor é o cara que vai ajudar o escritor, por que tantos odeiam ele?
E a resposta é muito simples: em geral, escritores tendem a se orgulhar (muito) de cada idéia, cada palavra, ou mesmo de cada letra colocada no papel. Mas o editor-pessoa está subordinado à editora-empresa, essa que em 90% dos casos não tem exatamente o intuito de ajudar jovens carreiras promissoras, mas tem - e muito - o intuito de ganhar dinheiro.
Essa realidade faz com que muitos escritores (e quando eu digo muitos, realmente são muitos) optem por não mandar sua obra para alguma editora, e nessa algumas obras (que até poderiam ser obra-prima da literatura) acabam no anonimato, ou então em formatos alternativos como a internet.
Minha colaboração
O medo de mandar um trabalho para uma editora é inerente a todos os escritores amadores. Como eles não sabem se seu estilo vai agradar a massa, eles têm medo de dar este passo tão sério. Afinal, "não" é uma palavra que ninguém gosta de ouvir, principalmente no que concerne a realização de seus sonhos. E, cada “não” recebido, pode representar um passo em direção a desistência dos mesmos.
“Será que o editor vai gostar?”, “Será que ele vai querer tirar alguma coisa?”, “Será que o meu livro vai ser publicado?” – estes são os questionamentos que habitam a mente dos escritores amadores. Mas muitas vezes o medo é tão grande que as pessoas guardam o livro em uma gaveta e a sociedade acaba perdendo uma obra maravilhosa simplesmente porque o escritor queria poupar seus ouvidos de uma palavrinha de apenas três palavras: não.
Vamos parar para pensar um pouco. De que adianta ter um dom maravilhoso como este, se o guardamos só para nós? Deus nos deu este dom para que nós o usássemos, e para que este dom desse sua parcela de contribuição para o melhoramento da sociedade. Assim como os cientistas devem usar seus conhecimentos para ajudar as outras pessoas, nós, os escritores, devemos fazer o mesmo.
Existe aquela frase: “Quem espera sempre alcança”. Mas vá ficar numa rede esperando um editor descobrir o seu talento para ver o que acontece. Se quisermos alguma coisa, temos que lutar para consegui-la. Se você quiser ter um livro publicado por uma editora, então não tem outro jeito: você vai ter que mandá-lo para a mesma. Se vier um “não” como resposta, vai doer muito, eu sei. Mas é melhor a dor de saber que seu livro não vai ser publicado do que a frustração – mais tarde – de saber que você tinha chance de publicá-lo, mas não o fez porque teve medo de mandar o livro pra editora.
Então, gente, arrisquem-se! Quem não arrisca, não petisca. A felicidade não vai bater à nossa porta, nós é que temos que bater na porta dela.
Espero que esta semana venha repleta de inspirações para todos nós!
Beijos!!!

